segunda-feira, 27 de junho de 2016

RESENHA | O Reino Selvagem, de Simon David Eden

O Reino Selvagem
O Reino SelvagemEscrito por Simon David Eden, publicado pela Editora Planeta
320 páginas, Ano 2016
4 estrelas
Quando Will-C, o gato de estimação da adolescente Drue, desaparece, ela não imagina que seu sumiço tenha a ver com uma iminente revolução, tramada nos recônditos das florestas de todo o mundo. O reino animal declara guerra aos humanos que, por séculos, destroçaram o que lhes é mais caro: o meio ambiente, o seu habitat, a sua casa.
Nesse imenso e intenso conflito de proporções globais, os pets ficam numa encruzilhada quando precisam escolher o lado a apoiar: se o dos seus donos, dos homens, ou dos seus colegas naturais, os animais. Se o peludo e simpático Will-C tem dúvidas de que partido tomar, sua devotada e amorosa dona sabe muito bem o que precisa fazer: resgatar seu querido amigo e companheiro.
Reino Selvagem vai além de uma aventura animal de proporções épicas e fantásticas, é a história de um amor verdadeiro, que irá emocionar, alertar e inspirar humanos, donos ou não de animais de estimação.
Em “O Reino Selvagem” somos apresentados a Drue, uma menina que mora com o pai, e sua única companhia é o seu gato de três patas, Will-C. Desde criança, Drue aprendeu a amar e respeitar os animais. Seu pai é vegano e sua mãe morreu quando ela tinha apenas 3 anos. E desde então, seu gatinho se torna mais do que um simples gato, mas a sua animação e sua alegria dependem desse pequeno companheiro peludo e felino. 

Mas algo muda e seu gatinho desaparece de repente. Drue fica desesperada e procura em todos os lugares e coloca cartazes na cidade. Mas algo parece estranho e o que parecia um simples sumiço é algo muito maior. Drue descobre que não apenas o seu gatinho sumiu, mas os animais dos alunos de sua escola também sumiram. 

O que Drue e os donos humanos dos animais não imaginavam, é que algo grande está prestes a acontecer e mudar a vida de todos. Os Animalis estão declarando guerra contra os humanos. 
Will-C faz parte do Conselho Regional dos Animalis e foi convocado para participar da reunião da Grande Cúpula. Nessa reunião os animais decidem ir contra os humanos, os quais causam a destruição da terra e que seria muito melhor que eles dominassem a terra. Mesmo alguns animais sendo contra, o alvoroço acontece e Will-C com os outros animais, não sabem o que fazer. O que acontecerá com os seus donos humanos e com eles?

Mas esta guerra não é apenas entre humanos e animais. Tem seres poderosos que irão entrar na história e causar grandes problemas e também ajudar os humanos e os animais que estão contra a guerra. 

Sabendo desse grande problema e o perigo que pode ocorrer com a sua filha, Quinn esconde Drue e ela descobre que o seu pai não é como ela pensava e nem ela mesma é. A partir daí, ela descobre o que ela tem dentro de si e o que ela pensava que era um pesadelo, era a realidade fria e crua.

“O Reino Selvagem” é um livro cheio de reviravoltas. Em quase todo capítulo tem uma bomba prestes a explodir. O leitor fica aflito e ansioso para descobrir o que vai acontecer com o desenrolar da história. Cheio de ação, aventura, caos e alvoroço, a obra cumpre o que propõe que é nos chamar e prender completamente a nossa atenção. 

Admito que foi uma leitura que eu não tive nenhuma expectativa. A obra é incrível, mas em muitos momentos a leitura não me cativou e também senti falta de algo. Mas ao mesmo tempo, a história me chamou muito atenção e o autor soube desenvolver muito bem o enredo e os personagens.
Os personagens foram bem construídos. Mas, o autor deixou em alguns personagens algo misterioso. Acredito que seja por causa do próximo volume e isso me deixou ainda mais curiosa e interessada na obra. A Drue é uma personagem interessante mesmo não sendo a que mais me chamou atenção. Will-C é um gato amável, inteligente e observador. E o personagem que mais me cativou foi o pai de Drue, Quinn. No início ele é bem sútil, não aparece muito e confesso que nem ligava para ele. Mas no meio pro final há uma reviravolta e aquele personagem sem graça, se torna a chave da história. Pelo menos no meu ponto de vista.

O autor tem uma escrita muito bem desenvolvida e ele criou uma história diferente, mas que pode fazer-nos lembrar de obras e filmes com temas parecidos. O livro termina com o final em aberto, então, terá o segundo volume. Ainda não há informações para quando (mas espero que seja em breve).

A Editora Planeta caprichou nesta capa. A edição e diagramação são simples e a letra é boa de ler. Na revisão não percebi nenhum erro. 

Para quem gosta de fantasia, super recomendo a leitura da obra!

Um comentário:

  1. Oieee, é bem isso que você falou na sua resenha, o autor vem com um jeitinho manhoso, devagar e nos pega com a calça nas mãos.Também estou ansiosa pelo segundo volume, o final foi um tiro na cara.

    bjs

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