quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Resenha // A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard


A Rainha Vermelha | Victoria Aveyard | Editora Seguinte | 424 páginas | 4,0 estrelas
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
Fantasia / Jovem adulto / Romance


A Rainha Vermelha é narrada em primeira pessoa por Mare Barrow. Uma garota de 17 anos, de vida simples e sem nenhum luxo. No lugar onde ela vive, a população é dividida pela cor do sangue: Vermelho ou prateado. Os vermelhos são pessoas pobres, sem condições de luxo e considerados plebeus. Já os prateados são pessoas consideradas nobres, cheias de luxos e como pudessem ter poder sobre os vermelhos, que são trabalhadores e explorados.

Pela razão da Mare e sua família terem uma vida tão difícil, ela por ser uma pessoa rápida, acaba roubando das pessoas para ter algo para comer e dar para a sua família. Mas, um dia, ela acaba sendo descoberta roubando no palácio real. A sorte é que a pessoa que pega ela roubando, acaba sendo bondoso e se compadecendo dela e arranja um trabalho para Mare no Palacete do Sol como criada. O problema é que no mesmo dia acontece a Prova Real onde os prateados mostram seus poderes para o príncipe herdeiro do trono, Cal. E num acidente, Mare acaba mostrando um pouco do seu poder, coisa que não era possível, já que apenas os prateados têm poderes e os vermelhos não.

Após todos verem o seu poder e ficarem assustados, eles decidem que Mare, para o bem do palácio e para não haver confusão, ela deverá ter uma nova identidade e esquecer toda a sua família, amigos e sua antiga vida. 

Essa convivência com as pessoas do palácio não será nada fácil para a Mare. Se adaptar com todo aquele luxo e principalmente com aquelas pessoas. Principalmente depois da rainha ter inventado um casamento entre Mare e Maven, irmão de Cal. E com todos os problemas que irão aparecer e as enganações, Mare começa a perceber que as pessoas traem as outras apenas pelo próprio prazer e benefício.

Em “A Rainha Vermelha”, Victoria soube desenvolver um drama e com um teor distópico bem interessante. A leitura é em algumas partes rápidas, outras lentas, mas, que não torna a leitura cansativa ou repetitiva. Confesso que no início da leitura, eu esperava algo mais diferente, algo que já não tinha visto, até porque, na parte da distopia, pode ser facilmente comparado com outras obras de distopias, o que se torna um pouco decepcionante. Mas, no meio pro final, a autora nos surpreende e não sabemos o que sentir. Não sabemos se ficamos revoltadas, tristes ou felizes. Só sabemos que a autora soube nos enganar direitinho com alguns personagens. 

O grande troféu nesta obra são os personagens que no início pensamos que é uma coisa e no final é totalmente diferente. Na verdade, Mare não me cativou e confesso que ela não fez para mim nenhuma diferença na obra. Uma personagem confusa, ao mesmo tempo em que era determinada em outras não era e enfim, era uma confusão e ao mesmo tempo um desanimo. Mas, Maven e Cal simplesmente me cativaram e destruíram o meu coração. Principalmente Maven. No início foi mil amores e no final cara, fui totalmente enganada. Então, realmente a autora soube criar uma ótima história e pensarmos que era uma coisa e no final foi outra. Mas, em questão aos personagens, achei bem fraco e espero que nos próximos volumes isso não aconteça e que os personagens amadureçam e tenham forte personalidade.

Mas em toda a obra é boa e interessante, mas, poderia ter sido melhor, mais cativante e eletrizante. Mas mesmo com as ressalvas que teve, autora soube criar uma história bacana. Só digo que estou ansiosa para o próximo volume e que no próximo, espero que a autora me cative mais com a sua escrita e com os personagens.

Já a Editora Seguinte arrasou na diagramação e com a capa metálica. As letras são confortáveis para ler, a diagramação é simples, mas é cativante. Não encontrei nenhum erro na revisão. E claro, que a editora lance logo o próximo volume para vermos como a autora irá desenvolver e desenrolar essa história na qual o final foi a maior confusão. 

De forma geral, recomendo a obra para quem gosta de distopia, fantasia e um romance quase inexistente. 


4 comentários:

  1. Cansei de ver resenhas desse livro e cada vez que vejo me arrependo de não ter lido ainda. Uma amiga leu e me disse que era ótimo, mas eu sempre enrolo para ler.
    Eu amei teu blog, o layout é um amor.
    Beijoooo,
    www.docecyn.com.br

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    1. Realmente, flor. É uma obra maravilhosa. E não falo nada, até porque sou muito enrolona para ler uma obra tão comentada também kkk. Fico feliz que tenha gostado do blog e do layout <3
      Beijos no core ;)

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  2. Respostas
    1. Realmente é uma ótima obra.
      Espero que tenha a oportunidade de ler :D

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