segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Resenha - Sete Cartas de Outro Planeta - Ana Cristina Melo

Sete Cartas de Outro Planeta
Ilustrações: Patrícia Melo
Páginas: 36
Editora: Bambolê


Livro cedido em parceria com a editora Bambolê


Uma menina já não sabe mais o que fazer para "desligar aquele tempo lerdo e chato". Enquanto os pais e o irmão estão dedicados a outras tarefas, algo inusitado acontece. A carta de um extraterrestre desembarca por baixo da porta. O que será que está escrito nas várias cartas que aparecem em todos os cantos da casa?


Nunca tinha resenhado um livro infantil e minha estreia nesse universo não poderia ter sido mais cativante e envolvente. Sete cartas de outro planeta da autora Ana Cristina Melo é um livro totalmente voltado para o público infantil, mas carrega em sua essência uma historinha deliciosa de se interpretar.


Num cenário repleto de lindas ilustrações vamos conhecer uma menina comum, que adora a cor rosa e passa seus dias no quarto, sozinha. Seus pais são como quase toda a família que encontramos hoje em dia, pais onde a jornada de trabalho seja em casa ou fora dela, está cada vez mais exigente, tornando assim o convívio com os filhos um sonho cada vez mais distante. Essa linda menina também possuem um irmãozinho que dedica seu tempo ao videogame e a brincar sozinho.


E é sozinha no seu quarto que essa menininha começa a receber cartas de um amigo imaginário, o ETezinho. As cartas são repletas de significados e trazem lindos ensinamentos. No decorrer das páginas vamos nos deparando com passagens que nos fazem refletir e torcer para que toda a família perceba a importância daquelas mensagens e passem a se importar tanto quanto a menina por aquele amiguinho seja fruto da imaginação de menina ou não.


O livro é realmente muito fofo. Voltei a minha infância repleta de amigos imaginários e onde a cada dia eu ficava esperando minha mãe chegar do trabalho para finalmente compartilhar do meu dia com ela e brincarmos juntas.


Embora seja um livro infantil seria interessante que os pais pudessem entrar nesse mundo pueril e fossem capazes de perceber que a interação entre pais e filhos, se faz necessário e é uma coisa extremamente preciosa e que cada instante desse momento é imprescindível. Que vale muito a pena não priorizar apenas a carreira e começarem a exercer efetivamente seus papeis de pais e mães para um equilíbrio familiar favorável e que não delegassem apenas a escola ou a terceiros o poder de educar. Sei que não existe a fórmula ideal, mas com bom senso e amor vamos construindo e trazendo de volta a família que a tanto tempo anda esquecida.



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