quinta-feira, 13 de agosto de 2015

[Resenha]: Toda luz que não podemos ver - Anthony Doerr

Olá, amores! Como estão? Trago para vocês a resenha da obra "Toda luz que não podemos ver" do autor Anthony Doerr, publicado pela Editora Intrínseca. Sou uma guria fascinada por livros que narram sobre a Segunda Guerra Mundial e claro, não poderia deixar de ler a obra e entrar para os meus favoritos. Mas sem delongas, vamos conferir a resenha.

Toda Luz Que Não Podemos Ver
Toda luz que não podemos ver

Anthony Doerr, publicada pela Editora Intrínseca
528 páginas, Skoob
(Obra cedida em parceria com a Editora Intrínseca)
Toda Luz Que Não Podemos Ver - Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

Na obra "Toda luz que não podemos ver", conhecemos Marie Laure, uma garota cega desde aos 6 anos de idade, que vive na França, perto do Museu de História Natural, junto com o seu pai, onde é responsável por cuidar de milhares de fechaduras – as mais simples até as mais preciosas. Quando Marie fica cega, seu pai constrói uma maquete em forma de miniatura, para ela se adaptar de onde mora e memorizar os lugares da casa e do bairro. Todo em seu aniversário, seu pai lhe dá um exemplar do autor Julio Verne. 

Mas com a chegada da guerra e na ocupação dos nazistas em Paris, Marie e seu pai fogem para a casa de seu tio-avó, na pequena cidade de Saint-Malo, onde pensam que estão protegidos das tragédias em que uma guerra pode causar.

Em Alemanha, conhecemos o orfão Werner, que mora em Zollverein, uma cidade próxima a região de mineração. Ele mora no orfanato, junto com sua irmã, Jutta e outras crianças, que são cuidadas pela Frau Elena. Um rapaz curioso e inteligente, Werner um dia encontra um rádio quebrado numa pilha de lixo e ao desmonta-lo e conserta-lo, ele desenvolve uma habilidade incrível para concertar tecnologias. Mas como todo rapaz ao completar 15 anos, ele é enviado para as minas e começa a trabalhar, assim como as outras crianças. Mas ao chegar um homem importante e ter seu rádio concertado, Werner é inscrito para estudar e servir ao governo. 
“— Seu problema, Werner, [...] é que você ainda acredita que sua vida lhe pertence.”
Com o avançamento da guerra, Werner é enviado para França e com o dever de desativar e descobrir qualquer tipo de transmissão comprometedora, mas, em certo momento, ele capta um chamado de socorro da Marie, que está desesperada e correndo perigo.
Narrado em terceira pessoa, os capítulos são alternados entre o passado e o presente, mas de forma que não nos confunda ao longo da leitura. Mesmo a obra sendo relativamente grossa e contendo mais de 500 páginas, por conta dos capítulos serem curtos e a escrita do autor ser simples mas envolvente, a leitura se torna rápida e bastante fluída, nos fazendo devorar a obra rapidamente.

Mesmo a obra sendo realmente incrível e o autor tendo todos os méritos por ganhar um prêmio, não me emocionei. Mas, é impossível não se cativar pelos personagens, por todo o trauma que a guerra pode causar na vida das pessoas e como o autor consegue nos envolver mesmo nos pequenos detalhes.

Para aqueles que esperam ler um livro que contenha um romance avassalador e apaixonante, irão se decepcionar um pouco. Mas para aqueles que querem ler uma obra que mostra de forma nua e crua a dor, o sofrimento e perdas ocasionadas pela guerra, realmente, é uma obra que não deve ser esquecida. 

Toda luz que não podemos ver é uma obra essencial e impactante. Uma obra que todos deveriam ler ao menos uma vez na vida.
“ […] A decência não importa para eles.”
Super recomendo a leitura e espero que tenham a oportunidade de ler!

8 comentários:

  1. Já vi esse livro receber muitos elogios, mas também vi que algumas pessoas se decepcionaram. Pretendia ler, mas acabei mudando de ideia.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  2. Olá, esse é um livro que tenho muita curiosidade em ler desde o seu lançamento. Ele tem uma premissa que chama muito minha atenção e me interessa, espero poder ler ele em breve! Parabéns pela sua resenha que está incrível!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  3. Primeiro de tudo: que blog lindo! Adorei muito conhecer seu cantinho. Falando um pouco da sua leitura, fico feliz em saber que o foco não fica essencialmente no romance, isto já me anima pra fazer a leitura. O enredo parece ótimo! Beijos

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  4. nao curto muito livros assim nao, sou mais chegada em um terror. hahaha

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  5. Eu particularmente não gosto de história sobre guerras ou que se passam em período de guerras e tals, acho tudo muito sofrido :x
    Apesar disso, quando o pessoal da turnê intrínseca estava falando sobre o livro eu fiquei com vontade de ler o livro e até comprei, mas ainda não consegui ler (o fato dele ser enorme não facilita :/)
    Mas outro resenhista do blog leu e adorou, ainda está na minha TBR :)
    Vamos ver se eu consigo ler, o autor é bem conceituado mesmo.
    Beijos!

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  6. Ainda não conhecia o livro, mas a história parece ser bem interessante. Mas ainda prefiro um bom suspense =) Beijos, Érika

    ~www.queroseralice.com.br~

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  7. Oie, Iris!
    O título é poético, a história é emocionante e a capa, linda. Fiquei muito tentada a ler, especialmente por conta de sua resenha. Parabéns, viu?
    Com carinho,
    Celly ❤

    http://melivrandoblog.blogspot.com/

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  8. Olha tenho que confessar que tenho visto muita gente falando muito bem sobre esse livro. O que me chamou mais atenção foi a personagem cega que o livro aborda. Eu quero muito ler ele, mas ainda bem que iniciei a minha leitura em relação a guerra pelo livro SOLDIER que no qual me decepcionei um pouco por conta de não ser focado somente nos cães mensageiros, mas de uma forma diferente. Aborda a guerra e eles ao mesmo tempo...Eu nunca tinha lido nada do gênero e meio que fiquei perdida com algumas coisas, mas agora já tendo lido algo, eu acho que agora vou me familiarizar com esse. Mas eu vou ler em um outro momento. Amei a sua resenha. Achei que você abordou muito bem e fiquei muito interessada tambem. Espero gostar pelo menos.


    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/08/resenha-mentiras-que-confortam.html

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