sexta-feira, 28 de agosto de 2015

[Resenha]: Estação Onze - Emily St. John Mandel

Olá, pessoal! Como estão? Sentiram a falta das minhas resenhas? Espero que sim, pois já estava com ciúmes da Nádya com o meu filho (blog) hahaha. Bom, hoje trago a resenha do livro Estação Onze da autora Emily St. John Mandel, publicada pela Editora Intrínseca, parceira do blog. Foi uma leitura bastante diferente e única, mas alguns pontos não me agradaram tanto. Enfim, vamos conferir?

Estação Onze
Estação Onze

Emily St. John Mandel
320 páginas
Publicada pela Editora Intrínseca
(Obra cedida em parceria com a Editora Intrínseca)

Estação Onze - Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar.Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes.Abarcando décadas, a narrativa vai e volta no tempo para descrever a vida antes e depois da pandemia. Enquanto Arthur se apaixona e desapaixona, enquanto Jeevan ouve os locutores dizerem boa-noite pela última vez e enquanto Kirsten é enredada por um suposto profeta, as reviravoltas do destino conectarão todos eles. Impressionante, único e comovente, Estação Onze reflete sobre arte, fama e efemeridade, e sobre como os relacionamentos nos ajudam a superar tudo, até mesmo o fim do mundo.
 

"Estação Onze" nos apresenta duas situações: o acontecimento da gripe, que mata 99% da população e o que aconteceu duas décadas depois com as pessoas e as marcas deste caos na vida dos sobreviventes.
O que se perdeu na calamidade: quase tudo, quase todo mundo, mas ainda existe muita beleza,
A obra se inicia quando, numa noite, o famoso ator Arthur Leander, durante a apresentação de Rei Lear, tem um ataque cardíaco no palco e é socorrido por Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros. Mesmo com o auxilio do Jeevan e de outras pessoas, Arthur acaba não sobrevivendo e morre.

A distância, Jeevan vê uma garotinha de 8 anos, Kirsten Raymonde, que fazia parte da peça e fica horrorizada com o acontecimento. Na mesma noite, Jeevan recebe uma ligação de Hua, um antigo amigo, que lhe informa sobre a epidemia que está devastando a cidade e pede para ele fugir para outro lugar. Após a noticia, ele decide reabastecer e comprar tudo o que é necessário e ficar morando com o seu irmão, Frank.
Porque sobreviver não é suficiente.
Décadas depois, conhecemos os personagens que sobreviveram e como eles viveram esse tempo todo. Também somos transportados para o universo teatral, através de um grupo de atores e músicos, que apresentam números musicais e peças de Shakespeare, conhecidos como Sinfonia Itinerante. 

Entretanto, somos apresentados também para uma Terra completamente escura, morta, sem luz, sem água e entre outras coisas necessárias que mantém a sobrevivência das pessoas. Entre os sobreviventes, há a Kirsten Raymonde, Jeevan, Miranda e todos estão interligados com Arthur, o ator famoso que havia falecido.
O inferno é a ausência das pessoas de quem temos saudade.
Além da epidemia, tragédias e perdas, iremos ter mistérios e segredos contidos através dos personagens e do proclamado "profeta".

Essa certamente é a resenha mais difícil que eu fiz até agora, porquê? Eu amei o livro, mas na metade do livro pro final, pensei em desistir em vários momentos.

A Emily tem uma escrita inteligente e que soube colocar todos os pontos em que eu gosto e admiro em um único livro. "Estação Onze" não é apenas um livro que cita o pós-apocalíptico, mas que mostra a beleza, a arte e mesmo após a epidemia tido devastado as cidades e as esperanças das pessoas, nos faz refletir o que é realmente importante e o que devemos valorizar.

A autora criou personagens humanos, com defeitos, medos e cada um com sua essência. A leitura é intercalado entre o passado e o presente. E foi nesse ponto que começou a minha implicância com a obra.

A obra tem muitas voltas entre o passado e o presente, sendo que em alguns momentos me senti confusa com a complexidade e como as situações mudavam de uma hora pra outra. Fora esse ponto, em vários e vários momentos a leitura se tornava muito arrastada e esse foi o motivo maior da minha desistência com a obra (mesmo lendo até o final). Mesmo a obra sendo fina, a minha demora com a autora foi mais prolongada do que em relação a um livro de mais de 500 páginas e isso me desanimou bastante .
Primeiro, só desejamos ser vistos, porém quando somos vistos, isso já não é mais suficiente. Depois, queremos ser lembrados.
Mas, com todos os contras ditos, eu recomendo a leitura, mas que leem sem grandes expectativas para maior aproveito. Além de uma boa história e personagens peculiares, a edição da obra está incrível, com uma capa que contém um efeito tipo aquelas pastas de plástico onde se coloca papel (pessoa criativa). A revisão e a diagramação está impecável como sempre.

Espero que tenham a oportunidade de ler "Estação Onze" e tirarem suas próprias conclusões.
*Me desculpem pela resenha enorme hahaha

24 comentários:

  1. Eu sou apaixonada por distopias. *-*
    Eu ainda não conhecia o livro, mas já entrou na minha lista. Eu sei que você disse para não ler com grandes expectativas, então eu vou tentar. rs
    Adore a resenha!^^
    Beijo

    canastraliteraria.blogspot.com.br

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  2. Oi flor, sua opinião está bem diferente da do Vitor do Geek Freek, ele se disse decepcionado porque aguardou muito a leitura e não foi nada do que ele esperou. Mesmo depois de ler as suas ressalvas, fiquei curiosa, apesar dessa intercalação entre passado e futuro me incomodarem e muito em livros.

    Ótima resenha.

    bjs

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  3. Oi querida,
    Fiquei curiosa pelo enredo da história mas me desanimei um pouco com esse seu comentário sobre a ida e volta ao passado isso realmente pode deixar um livro bem confuso, enfim se conseguir quero conferir.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    leiturakriativa.blogspot.com

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  4. Olá, não tinha ouvido nada sobre o livro ainda, mas pela resneha me interessei bastante em lê-lo.
    www.saotantas.blogspot.com

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  5. Achei o livro muito original, estou curiosa para lê-lo. Descobri recentemente que adoro livros assim, que contam várias histórias e conectam todas elas em algum momento. É magico!

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  6. Olá florzinha, nossa eu gostei da ideia do livro, principalmente ver como o povo esta se desenvolvendo depois de uma situação dessa, só tive um ressalta quanto você falou que o livro fica mais parado meio para o final e tem muito vai e volta no tempo.

    Coisas de Mineira

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  7. Sei como que é isso de viagem no tempo! Pois a minha primeira resenha lá do blog é de um livro que me deu uma confusão e tanto, pois quando eu estava engrenando na leitura, o autor voltou no tempo... Esse livro é muito bonito e quem sabe um dia, eu não leia.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  8. Nossa que pena que a leitura é arrastada, estava super a fim de ler esse livro.
    Acho que o passado não deveria ser tão contado assim intercalando, pois afinal o que importa é o projeto de levar alegria em um mundo quase morto, uma pena que o autor não soube trabalhar tão bem o livro

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  9. Olá!
    Acho a premissa desse livro interessante, mas não sei se o leria no momento. A leitura se tornar arrastada é um fator que me incomoda horrores :(
    Adorei sua resenha e talvez o leia futuramente.
    Beijos!

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  10. Nossa, eu vi tantas opiniões como a sua, que o livro dá uma desanimada do meio pro final, que eu até desisti de ler. Gostei, entretanto, dos pontos que você ressaltou, além, é claro, da premissa que muito me chama atenção. Não é mais um livro pelo qual estou muito ansiosa pela leitura, mas certamente fareia a leitura caso surja uma oportunidade.

    Grande beijo!

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  11. Olá, sabe que tenho muita vontade de ler esse livro, ele contém uma premissa bem interessante e diferente do que estou acostumada a ler, apesar de tudo ainda estou com vontade, quero ver se abre um tempinho para mim conferir!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  12. Oie, tudo bem!?
    Eu já vi varias resenhas desse livro, uma muito positivas e outras muuuuito negativas. Eu adoro pos apocaliptico e adoro livros que intercalam passado e presentes, mas não sei se eu ficaria confusa como você com tantas voltas. Eu quero ter a oportunidade de ler logo esse livro!
    Beijos

    LuMartinho | Face

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  13. já tinha visto uma resenha do livro mas n era tão detalhada como a sua, o que me faz ficar mas curiosa ainda pelo livro
    !

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  14. Olá, não tinha visto esse livro antes. Não sou muito fã desse tipo de história, sabe. Apesar de achar muito interessante. Não é o bastante para eu comprar e ler numa boa. Seria aqueles que ganho e me arrasto um pouco. Não lembro de algum que tenha me prendido tanto. Só quando tem personagens sobrenaturais, eu acho. Haha. Beijos.

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  15. Eu acho que ficaria bem confusa com esses passados e presentes.
    Não sou muito fã de mundos pós apocalíptico.
    Não faz meu estilo, acho que passo essa dica.

    Lisossomos

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  16. Olá,
    Quero muito esse livro. Tem uma frase que li em outra resenha e ficou ecoando na minha mente "Sobreviver não é o suficiente". Aiii! Quero muito ler, sem dúvida. E sua resenha só reforçou a vontade.

    Beijos,
    Miss Sorrisos Blog
    Twitter|Wattpad|Instagram


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  17. vi uma resenha do victor que me deixou com pé atrás com esse livro e depois que a nayana disse que largou porque ele é lento demais e parado demais eu decidi que realmente não é pra mim, não gosto de leituras confusas e que não prendem porque já sou chata pra me manter na leitura.

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  18. Ah... esses momentos arrastados que os leitores sempre comentam me deixam desanimada, mesmo gostando da premissa e de personagens "peculiares", além de ter amado os quotes que você selecionou. Ainda quero muito ler o livro, mas talvez deva seguir sua dica mesmo e ler sem muitas expectativas.
    Beijos!

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  19. Oi,
    Ainda não tinha lido nenhuma resenha do livro, o título me chamou atenção, mas a ideia de intercala passado e presente me deixou com o pé atrás, geralmente acabo ficando um pouco confusa dependendo do nível de complexidade, pelo que entendi aqui é o caso, não sei se leria a obra de fato, pois a premissa me chamou atenção.
    Beijos

    Mari - Stories And Advice

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  20. Ao mesmo tempo que desanimei por saber que é uma leitura arrastada, quero ler porque adorei a premissa e confesso que adoro narrativas que falam do passado e do presente, rsrs.
    Com certeza vai para os desejados urgentemente!
    www.apenasumvicio.com

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  21. Gente tenho esse livro parado aqui na estante quase desde que foi lançado.
    Mas toda vez que vou pegar acabo me desanimando.
    Adoro histórias do gênero pós-apocalíptico mas toda essa inserção da arte faz parecer
    que o tema que me agrada não é foco.
    Mas sua resenha foi bastante esclarecedora e em breve pretendo me aventurar nessa leitura.
    Abraço.

    Biblioteca do Coração

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  22. Oi !! Tudo bem?

    Espero consegue ler e tirar minhas próprias conclusões. Não conhecia a autora, que por sinal é minha chará *--*

    Beijos,
    Ludy
    http://nodivacomaspalavras.blogspot.com.br/

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  23. Oii!

    Adorei a promissa e com certeza irei ler ^^ Vou abaixar as minhas expectativas, mas tenho certeza que será uma ótima leitura!
    Parabéns pela resenha!

    Beijos, Kamila
    www.vicio-de-leitura.com

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  24. Adoro essas distopias, e vou ler estação onze, atenta a sua ressalva sobre a mudança de presente e passado para não me perder e ficar confusa.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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