segunda-feira, 25 de julho de 2016

CAIXINHA DO CORREIO | Segunda Parte

julho 25, 2016


Olá, leitores e leitoras! Como estão? Espero que bem. Depois de alguns anos e séculos (dramática) sem postar a caixinha do correio, vim mostrar para vocês a continuação dos recebidos. Para conferir a primeira parte, é só clicar aqui. Sei que demorei bastante para trazer a segunda parte, mas estava uma confusão aqui e só agora que eu pude tirar as fotos e mostrar para vocês. Mas enfim, vamos parar de enrolar e mostrar os livros que eu ganhei, troquei e recebi!








Em parceria com a Editora Planeta, recebi o livro O Reino Selvagem, que já tem resenha aqui no blog. Para conferir é só clicar aqui. Foi uma leitura que no início foi bem lento, mas no meio para o final, o livro me surpreendeu. A única coisa que me decepcionou foi que tem continuação e que ainda não foi lançado. Também recebi o livro Aprendendo a Seduzir, da Patricia Cabot. Não tinha lido nenhum livro da Meg com esta pegada romance de época, mas gostei bastante da leitura. Não foi uma das minhas melhores leituras em relação a este gênero, mas foi agradável. Também já tem resenha e para conferir é só clicar aqui.






A estrela que nunca vai se apagar, foi através de uma troca. Sempre tive muita curiosidade de conhecer este livro, mas acabei ficando desanimada e está por enquanto, abandonado aqui na estante. Na verdade perdi a vontade e a curiosidade de conhecer o livro. Outro livro que foi por meio de troca foi A última carta de amor. Gosto muito da escrita da Jojo e acabei querendo ler este também. Ainda não li e também não estou com muita vontade de ler. Quem sabe um dia eu leia (risos).

Outros livros que foram trocas, foi a obra O segredo do meu marido, publicada pela Editora Intrínseca. Sempre quis ter esse livro por essa capa que eu sou simplesmente apaixonada. Já li e infelizmente não foi uma leitura que me agradou muito, mas mesmo assim valeu a pena por causa dessa capa linda. Outro livro que foi troca, é a obra Gelo Negro. Já ouvi falar muito dessa autora e desse livro e tive e tenho muita curiosidade de ler. Ainda não li, mas estou ansiosa para conferir esta leitura.


Outro livro de troca foi O último passageiro. Confesso que não sei nem sobre o que se trata e nem sei porque eu quis ele (risos). Mas enfim... um dia talvez eu leia! O livro O dia seguinte eu ganhei da minha irmã. O tema tem a ver com a Segunda Guerra Mundial, e como eu amo este tema, ler livros desse gênero, eu estou bem curiosa para ler ele.


Estava completamente ansiosa para ter o segundo volume da série A guerra dos fae e depois de tanto tempo, finalmente eu tenho ele! Ainda não li porque eu não tenho os outros. Então, primeiro eu quero ter todos, pois eu tenho certeza que irei devorar rapidamente. Já li o primeiro e super recomendo que todos leiam! O outro livro também foi O sol é para todos. Sempre quis ler esse livro e já ouvi e li muitas críticas positivas. Infelizmente no momento eu perdi a vontade, mas espero que em breve eu leia e que eu goste da leitura.

E essas foram as minhas aquisições, amores. O que acharam? Tem livros maravilhosos e os livros que ainda não li, espero que eu leia em breve para trazer resenhas para vocês. Não deixem de comentar se já leram algum, se tiveram interesse nos livros citados e enfim. O blog é todo de vocês!
Beijos e até a próxima! 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

RESENHA| Loney, de Andrew Michael Hurley

julho 22, 2016
Loney
Andrew Michael Hurley
Páginas: 304
Capa dura
Ano: 2016
Editora: Intrínseca
Idioma: Português
Obra cedida em parceria com a Editora Intrínseca

Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante,Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês.

Olá galera!

E pra terminar essa maratona Loney, trago para vocês a resenha desse livro intenso, que me arrancou da minha zona de conforto e me jogou no mar da incerteza. Nadei e consegui chegar até aqui... Minha fé continua inabalável, mas minha loucura chegou a níveis inimagináveis!

Primeiro romance de Andrew Michael Hurley, Loney é uma experiência literária no mínimo interessante. Com traços de horror gótico, a narrativa ultrapassa qualquer definição pré-estabelecida, pois encontramos traços de suspense, drama, terror psicológico, fanatismo religioso, rituais, problemas familiares, fé e o poder da natureza.

Tonto como foi apelidado pelo Padre Bernard, narra os eventos que envolvem uma das inúmeras peregrinações de sua família para o litoral Lancashire na Inglaterra, numa faixa da costa conhecida como Loney, durante o ano de 1976. Uma viagem muitas vezes motivada pela busca incessante de sua mãe Sra. Esther Smith, pela tão sonhada cura de seu irmão Hanny, um menino “mentalmente perturbado”, desprovido de fala. A mãe Esther acredita que o lugar detêm poderes que possam restabelecer a saúde do filho.

“Ela estava convencida de que lá – e somente lá – Hanny teria alguma chance de ser curado”

Tonto e sua família são a família padrão, católicos fervorosos vão à igreja regularmente.  Esther é extremamente rigorosa em sua fé, chegando a ser inclemente com a família. O pai fazia de tudo para seguir as vontades da esposa, tudo em prol da “paz familiar”.

Padre Bernard McGill assume na paróquia, posterior o padre Wilfred perder a sanidade, a fé e a vida, após uma de suas viagens a Loney. Porém o que era pra ser uma inclusão serena acaba sendo uma luta velada entre o Padre e Esther. Ela querendo que o novo sacerdote mantenha os costumes do antigo pároco e ele almejando trazer mudanças que satisfaçam a todos. Assim, motivado por sua vontade de agradar os fieis, padre Bernard leva os peregrinos a Loney.
Loney em si é uma baía, que tem mudanças rápidas entre a maré, atingindo curiosos e desavisados, roubando-lhes a vida. Já do outro lado da baía temos uma pequena ilha, lugar esse que existia uma casa conhecida como Thessaly, onde reza a lenda que o local já foi á casa de uma bruxa, que acabou sendo enforcada por sua perversidade.

"Porém, era impossível conhecer de verdade o Loney. O local mudava a cada afluxo e recuo das águas, e as marés de quadratura revelavam os esqueletos daqueles que julgavam ter lido e interpretado o lugar suficientemente bem a ponto de escapar de suas traiçoeiras correntes. Apareciam animais, às vezes pessoas, certa vez os restos mortais de ambos - um peão e sua ovelhas interceptados e afogados na antiga travessia de Cúmbria. E agora, desde a morte deles, havia um século ou mais, o Loney vinha empurrando suas ossadas de volta para a terra, como se estivesse provando a pertinência de um argumento".

Loney é muito mais que um local imponente, é o protagonista da história. Espalha medo e molda o caráter daqueles que lá vivem e traz mal estar para aqueles que o visita.

A robustez da história de Hurley reside nos personagens bem desenvolvidos, na exuberância do amor de Tonto pelo seu irmão Hanny, dos moradores locais esdrúxulos que causam arrepios, nos elementos da natureza apavorante, na fé quase desvairada de sua mãe. O leitor se sente compelido a participar da narrativa, seja por curiosidade, seja por covardia de abandonar o livro.
A edição da Editora Intrínseca está perfeita! Em capa dura preta, com uma jacket macia ao toque. As folhas são de papel pólen e a diagramação enxuta com fonte agradável.

Recomendo a leitura, mesmo sabendo que existem momentos de tensão na narrativa. Há diversas perguntas sem resposta, e acredito que cada leitor deve chegar a suas próprias deduções. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

[RESENHA] Raio de Sol, de Kim Holden

julho 21, 2016
Raio de Sol
Escrito por Kim Holden, publicado pela Editora Planeta
448 páginas, Ano 2016
5 estrelas
Obra cedida em parceria com a Editora Planeta
Segredos. Todo mundo tem um. Alguns são maiores que os outros. Alguns, quando revelados, podem curar você... E outros podem acabar com você. “Faça épico”, costuma dizer Kate Sedgwick quando quer estimular alguém a dar o melhor de si. Nascida numa família-problema, com direito a mortes e abandono, a garota de dezenove anos sempre buscou fazer a diferença. Em vez de passar os dias lamentando os infortúnios da vida, como tantos fariam em seu lugar, sempre vê as coisas pelo lado positivo – não é por outro motivo que Gus, seu melhor amigo, a chama de Raio de Sol. E é por isso que, quando passa na faculdade e se muda da ensolarada San Diego, na Califórnia, para a fria cidade de Grant, em Minnesota, ela leva consigo apenas boas lembranças e perspectivas. O que ela não espera é que será surpreendida pelo amor – único aspecto da vida em relação ao qual nunca quis ser otimista – ao conhecer Keller Banks, um rapaz que parece corresponder aos seus sentimentos. Acontece que tanto ele quanto ela têm um segredo. E segredos, às vezes, podem mudar tudo.
Hoje, minha vida é maravilhosa. Eu não quero pensar no amanhã. Ou no dia após ele. Então eu repito para mim mesma: Hoje, minha vida é maravilhosa.

Definitivamente Raio de Sol é um livro difícil de falar sem arruinar nada, e é ainda mais complicado falar por conta do grau de emoção que evocou em mim.
Sabe aquele livro que em tudo agrada? Com personagens cativantes e uma narrativa maravilhosa? A leitura simplesmente flui e conseguir parar não é uma alternativa.

A nossa protagonista Kate é perfeita. Ela sente tudo de maneira forte e ama se relacionar com as pessoas. Não sei se alguém leu o livro Pollyana e o seu eterno Jogo do Contente, pois então, ela é igual à Pollyana, ela sempre vê o lado bom em tudo. Foi refrescante encontrar uma protagonista leve, sem grandes dramas emocionais. Uma protagonista que sabe criar laços, fazer amizades e ser feliz!

Não julgue. Nós todos temos nossas merdas. Cuide de sua vida e não meta o nariz onde não é chamado. E se você for chamado, ajude, não julgue.

Kate tem um melhor amigo chamado Gus e a amizade entre eles é simples e fácil. Eles se amam de maneira intensa e é impossível você não se apaixonar por Gus. Temos também Keller, seu relacionamento romântico na história. E não menos importante Shelly, Clayton e Pete, seus amigos na faculdade e colegas de dormitório. Eu não sei qual foi que tipo de magia a autora Kim Holden jogou nessa narrativa, mas todos os personagens te cativam e você se sente dentro da história, convivendo com eles.

É uma história de emoções conflitantes. Você está rindo das loucuras da Kate, inebriada de bons sentimentos, quando de repente seu coração aperta e lágrimas teimam em sair dos olhos. É realmente uma leitura agridoce.


Sempre me orgulhei de ser uma pessoa positiva e de bem com a vida, mas este livro é uma lição de amor e motivação. É sobre a importância de fazer valer cada momento e de encontrar prazer e principalmente valorizar as coisas mais simplórias da vida.

Cada dia, cara hora, cada minuto, eu tento. “Faça épico.”

Há tanta coisa que acontece neste livro que eu simplesmente não posso dizer muito do enredo.  Com certeza esse é um daqueles livros que você deve apenas conhecer, explorar e deleitar-se. Então faculto a vocês a incumbência de ler o quanto antes essa obra sensacional.

terça-feira, 19 de julho de 2016

A construção da atmosfera | Loney, de Andrew Michael Hurley

julho 19, 2016
Preparados para mais um dia? Quero hoje arrastar vocês para a atmosfera de Loney... Sentiram a leve brisa no rosto? Pois embarquem comigo e notem que Loney lentamente irá se revelar a vocês e irá arrastá-los para um mar de mistérios. Possuem fé que conseguirão desvendar todos os dilemas que cercam Loney?

Loney refere-se a uma região costeira desolada em Lancashire, Inglaterra. O cenário principal é sombrio e enevoado, uma parte do litoral britânico castigado pelo vento e coberto por marés cinzentas implacáveis e traiçoeiras, onde inúmeros acontecimentos funestos acontecem.

É através dessa paisagem fatigada, repleta de mistérios e estranhos incidentes que os personagens dessa narrativa estampam seus princípios, insatisfações e desatinos de maneira sólida e mordaz.

O autor Andrew Michael Hurley impregna sua narrativa com uma suscetibilidade exacerbada, produzindo um ambiente que mais parece o protagonista na história, causando um mal estar crescente. Ele controla a narrativa de maneira precisa e suas doses homeopáticas inquietam e tornam o leitor vulnerável e suscetível aos acontecimentos.


Curiosos? Que tal uma visitinha a Loney? Dizem que do outro lado da baía existe uma pequena ilha, de difícil acesso, aonde existia uma antiga casa conhecida como Thessaly. Reza a lenda que o local foi moradia da casa de uma terrível bruxa, que acabou sendo enforcada por conta de sua perversidade.

"Eu nunca gostei do aspecto da Thessaly e, embora no passado sempre tivéssemos recebido rigorosas instruções para jamais cruzar as areias que levavam a Coldbarrow, de forma alguma teríamos ido até lá".

Para conferir a primeira postagem da semana especial do livro Loney, clique aqui

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O terror psicológico da história | Loney, de Andrew Michael Hurley

julho 18, 2016

Olá moçada! Trago para vocês o início de uma semana pra lá de assustadora! Vocês já devem ter adivinhado... Sim, estou falando de Loney, do autor Andrew Michael Hurley, lançado pela Editora Intrínseca.

Confesso que li segurando minha água benta, uma ajudinha extra, sabe? Mas jogando minha inquietação de lado, vamos checar se consegui sair ilesa desse mar tempestuoso que foi Loney?



SINOPSE: Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera havia pouco tempo. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.
O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.
Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês.

O terror psicológico da história é altamente arrastado, e não envolve visões, assombrações ou algo dessa espécie, mas invade com profundidade gélida a mente do leitor mais desavisado, trazendo uma sensação de desconforto e receio.

As sutis insinuações ao sobrenatural, com toques estranhos de fervor religioso de um grupo de católicos, misturados com a superstição pagã dos nativos, transfere impulso, fornecendo uma impressão constante de perigo iminente.

O leitor é levado a crer que algo de muito ruim está para acontecer de maneira mais sombria e irremediável possível e gerir as emoções é uma tarefa cansativa.

É moçada, só a luz acessa não vai ajudar na leitura não viu? É preciso coragem, respirar fundo, nadar nas águas turbulentas e sair ileso disso tudo!

Amanhã tem mais... Com ou sem medo, vamos seguir em frente! Não permita que Loney seja a sua ruína!

“Suas paredes jamais haviam contido uma família. Ninguém nunca havia dado risada lá. A casa era dominada por uma espécie de asfixia, um silencio pesado, que imediatamente lhe dava um ar desconfortável. Nunca mais senti isso em nenhum outro lugar, mas sem dúvida lá havia algo que detectei com uma percepção diferente. Não um fantasma ou algo ridículo do tipo, mas, ainda assim, alguma coisa”.

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